23 de julho de 2019

Eurotrip 2019: relatos de uma viagem - Segunda Parte: Sintra





No segundo dia em Portugal pegamos um trem até Sintra. Passeio imperdível. Uma pequena cidade encrustada em um vale de montanhas. Parece que fora desenhada, mas há quase mil anos atrás!
A arquitetura preservada combinada com a natureza proporciona uma beleza incrível. Fomos a pé da estação de trem ao centro (no caminho vários guias tentam te persuadir a fazer uma excursão, que vai de 25 euros à 70 euros! Na minha opinião não vale a pena. Fizemos a pé, pegamos o ônibus que tem um ticket que vale para o dia inteiro).

No centro se encontra o Palácio Nacional de Sintra, que foi o Palácio Real Português até o fim da monarquia (1910). Já na entrada a vista para o restante da cidade é muito bonita. Ao entrar podemos conhecer como era vida da monarquia portuguesa. Vários salões ornamentados, quartos e objetos de decoração de época. Da minha parte achei muito interessante a cozinha, onde pude imaginar como seriam preparados os banquetes reais na época.

De manhã ainda optamos por ir até o Castelo de Sintra (Castelo dos
Mouros). Esse foi um dos pontos altos da viagem! Construído em um rochedo durante a invasão muçulmana no século VIII, foi sendo reconstruído no decorrer do tempo. Além de vestígios antigos, apresenta uma vista deslumbrante de toda a região. É uma viagem direto ao passado, remontando à Idade Média. É impressionante a forma como o castelo foi construído (praticamente "pendurado" nas pedras).

Na volta resolvemos almoçar ao lado da estação de trem. Era tarde para o almoço (15:30 p.m.), mas mesmo assim o simpático garçom conseguiu improvisar um almoço para nós - além da indicação de um delicioso vinho branco português! 

No outro dia nos despedimos de Portugal com uma vontade de ter ficado mais. Teríamos ainda uma breve passagem por Porto na volta ao Brasil. Nas conversas que tivemos com portugueses e brasileiros que encontramos por lá, a constatação do porquê Portugal se tornou uma das principais rotas de turismo na Europa e destino de muitos brasileiros e estrangeiros: belas paisagens, história viva, bons vinhos e ótima gastronomia. Mas principalmente, muita qualidade de vida. Educação, saúde e segurança públicas de qualidade. Algo que em nossa realidade está muito distante. 

















































Trilha Sonora: Wilco "You and I"


4 de julho de 2019

Eurotrip 2019: relatos de uma viagem - Primeira Parte: Lisboa

Vista do nosso apartamento em Lisboa
Apesar dos contratempos da viagem, nossa chegada em Lisboa foi deliciosa! A cidade, já à primeira vista, é deslumbrante. No Uber fomos conversando com um português muito simpático e inteligente. Nos falou da cidade, do crescimento econômico e do bom momento vivido pelos portugueses (primeira pontinha de inveja aqui!). Todos eles têm muito orgulho de sua cultura e dos rumos que o país tem tomado nos últimos anos. 

Tomar um vinho com esta vista!
Nosso apartamento era bem localizado (próximo à Avenida da Liberdade) e próximo de vários pontos turísticos de Lisboa. Já na esquina havia um pequeno mercado cujo proprietário era indiano (e que carinhosamente nós o apelidamos de Apu, um dos tantos indianos que iríamos encontrar ainda em cada pequeno mercado europeu, sempre simpáticos e atenciosos). Queijos, presunto curado, chocolates e vinhos a um preço muito bom. Nossa aventura gastrônomica havia iniciado (que saudades!).


Subindo ao Castelo de São Jorge
Praça do Rossio
Na esquina havia a Praça da Alegria, onde estava acontecendo um festival popular. Porco no rolete, sangria e música popular portuguesa (que é a origem da nossa música brega: sanfona e letras de duplo sentido - "não pegue no pincel do meu marido" - lembram Ge e Flávia?).

Tínhamos apenas dois dias inteiros (obrigado Azul!) para explorar. Saímos a pé até a Praça dos Restauradores e Praça do Rossio. Lindos monumentos, a agitação de uma região central. Parada em um loja psicodélica que vendia sardinhas (sim, a sardinha é uma verdadeira instituição portuguesa!). Resolvemos subir a pé até o Castelo de São Jorge, o que foi um passeio delicioso, conhecendo vagarosamente o centro histórico de Lisboa. 

Vista do Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge
A vista do Castelo de São Jorge é espetacular! A Lisboa antiga nos remete à algumas cidades brasileiras, como Salvador e Rio de Janeiro. Acostada pelo Rio Tejo, o clima é de uma cidade litorânea. Muitos restaurantes, museus, monumentos, tudo muito bem preservado e limpo. Respira-se história em cada canto: as invasões bárbaras, as navegações, a religião católica.

Na saída do castelo, parada para almoço. O pessoal foi de bacalhau (óbvio!) e eu de feijoada portuguesa. Maravilhosa! Estava calor e uma Superbock gelada acompanhou bem demais! A descida foi novamente a pé. Surpreendente. Ruelas históricas, muitas flores, a vista do Rio Tejo. Sem querer chegamos até a Sé Patriarcal de Lisboa, ou a Catedral de Lisboa. Igreja construída a partir do século XII, estilo medieval, bem sóbria e lindíssima.

Feijoada Portuguesa
Catedral Sé de Lisboa


A tarde reservamos para ir a Belém. Passeio obrigatório. O Mosteiro dos Jerônimos foi uma das visitas mais surpreendentes para mim. Estilo renascentista, gigantesco, com diversos corredores e uma igreja impressionante. Ali encontra-se os túmulos de Vasco da Gama e Luis de Camões.
Praça do Império



Mosteiro de São Jerônimo
Na saída a belíssima Praça do Império e o Monumento dos Descobridores. Ali paramos para descansar, tomar uma gelada (e sorvetes Kinder!) e contemplar a vista do Tejo. Não fomos até a Torre de Belém porque era longe e naquele horário já estava fechada. Belém é um belo passeio, é uma delícia caminhar à beira do Tejo e contemplar a paisagem. 

A nossa estadia em Lisboa foi curta, mas a experiência foi fantástica. A cidade é aconchegante, os portugueses são acolhedores e a sensação é de estar em casa. A gastronomia é um dos destaques: parece que estamos provando a comida que nossas avós faziam! É uma viagem à nossas origens. Próxima parada: Sintra.





Monumento dos Descobridores















 Trilha Sonora: Grant Lee Buffalo "Mockingbirds".




















27 de junho de 2019

Eurotrip 2019: relatos de uma viagem - Introdução

O sonho de fazer uma viagem pela Europa era antigo para nós (eu e Hildinha). Já havia sido postergado com a compra da casa em 2013, e com a chegada da Gabi em 2015. E esse ano surgiu a oportunidade a partir do convite feito por Ge e Flávia que iriam visitar uma amiga em Birmigham, Inglaterra, e queriam dar uma esticada em outros países. Topamos sem pensar!

Nosso percurso pela Europa

Sobre o roteiro, o planejamento foi bem simples, e rápido. Decidimos em março fazer a viagem que seria em junho ou julho. Julho seria caro. Ficou para junho. O critério dos lugares era econômico e deveria contemplar Londres de qualquer jeito (para Ge e Flávia irem a Birmgham). De cara todos afirmaram querer ir à Itália, assim como Portugal apareceu como uma vontade de todos, além de ser provavelmente a passagem mais barata. Foi o que aconteceu. 

Conseguimos uma passagem a um preço ótimo (ainda mais perto do verão europeu), entrando por Lisboa e saindo por Porto, em um intervalo de 14 dias. Era tudo o que precisávamos. As rotas internas foram definidas por preço. Além de Portugal, Itália e Inglaterra, poderíamos ir a mais um país ou estender a rota dentro de um desses. A passagem mais barata saindo de Lisboa era para Londres. De Londres a Roma estava muito cara. Surgiu a Belgica como opção, em um voo extremamente barato de Londres à Antuérpia (22 euros!), assim como Bruxelas para Roma. Fechou!

Gabi empolgada com a viagem!
Foram meses pesquisando preços de passagens e estadia. Pegamos em quase todas as cidades apartamentos pelo Booking (apenas em Londres ficamos em um hostel, muito legal por sinal!). A expectativa era gigante, e o frio na barriga foi aumentando. Dia 03 de junho saímos do Afonso Pena em Curitiba, com escala em Viracopos, Campinas, de onde saem todos os voos internacionais da Azul.

A ida foi complicada, quase épica! A princípio nosso voo sairia as 11:40 de Curitiba e às 17:00 para Lisboa, chegando às 06:55 do outro dia na capital portuguesa. A Azul propôs uma mudança de horário devido à manutenção do avião (oferecendo um voucher de R$500,00 caso aceitássemos). O voo para Campinas foi para as 19:10 e o para Lisboa 22:30, com chegada prevista em Lisboa 12:00. Ok, aceitamos, pois chegaríamos no horário de check-in do apartamento e teríamos uma tarde e noite em Lisboa.

Amanhecendo, dentro do avião


 Aí a novela começou. O tal avião não voltou da manutenção e teríamos que esperar um voo que vinha de Portugal, a partir de uma companhia low cost portuguesa, esperar o desembarque, abastecimento de combustível e tudo mais. Acabamos saindo 01:30 do dia 04/06 (tinham pessoas esperando o mesmo voo que estavam desde sábado em Campinas!).


Chegando em Lisboa
O avião era muito velho (anos 80 provavelmente, tinha até cinzeiros nas poltronas!), poltronas desconfortáveis, sem televisão. A equipe de comissárias era reduzida. O voo noturno que seria para dormirmos, acabou sendo um inferno. 400 pessoas dentro de um mesmo avião, levantando toda a hora para ir ao banheiro. Serviço de bordo terminando às 03:00 da manhã. Sol nascendo às 05:00. Horrível. Mas vai gerar uma ação jurídica contra a Azul, e provavelmente uma indenização para nós (das vantagens de viajar com uma amiga advogada! Valeu Flávia!).

Nossa chegada, quebrados, em Lisboa se deu próxima às 15:00. No aeroporto nos perdemos do Ge e da Flavia. Nos encontramos perto das 16:30, chegamos ao apartamento às 17:00. Até que enfim! O relato da nossa passagem por Lisboa estará no próximo post. 

Chegamos!






















Trilha Sonora: R.E.M.: "Man on the Moon" e "Find the River"



16 de março de 2018

Série Músicas de uma Vida: "Welcome Home (Sanitarium)" - Metallica

Metallica e Freud me levaram à Psicologia. O ano era provavelmente 1996. Um jovem desajustado à
procura de uma identidade, um rumo, algo em se apoiar. O Metallica surge como uma bomba em meus ouvidos, e ali, pela primeira vez, eu encontrava algum sentido para o caos adolescente.

A fúria das guitarras, o peso da bateria, e principalmente, a figura de James Hetfield. Vocais raivosos e densos ao meio da loucura organizada que é o Heavy Metal. As roupas escuras, cabelos compridos e bagunçados. Além de ótimo vocalista, é provavelmente o melhor músico que conciliou a voz com a guitarra base.E o terceiro disco da banda americana, Master of Puppets, foi o grande disco de minha adolescência.

O som pesado e rápido característico da banda passou a conjugar com melodias mais progressivas por assim dizer. É o caso de "Welcome Home", quase uma balada da banda, muito embora no seu desenvolvimento acabe na porrada como todas as músicas da banda até então.

A melodia de Welcome Home já de ínicio me prendeu e logo se tornou minha música preferida da banda. Eu que nunca fui muito ligado em letras, ao conhecer o conteúdo deste clássico, deparei-me com a temática da loucura, dos manicômios e do sofrimento mental. Parece coincidência, mas foi na mesma época que tive os primeiros contatos com a obra de Freud.

Angústia. Dor. Isolamento e subjugamento. O homem em um contexto de restrição e enclausuramento social. Um adolescente que não conseguia relacionar-se. "Sleep my friend and you're see, dream is my reality". O que é realidade? O que é o sonho? Entre a realidade e o devaneio, onde estou?


Bem vindo ao lar (Sanatório)

Bem vindo ao lugar onde o tempo fica parado
Ninguém sai e ninguém sairá
A Lua está cheia, nunca parece mudar
Apenas rotulado como doente mental
Sonho a mesma coisa toda noite
Eu vejo nossa liberdade à minha vista
Sem portas fechadas, sem janelas trancadas
Sem coisas para fazer meu cérebro parecer assustado

Sonho de liberdade para quem está aprisionado e afastado de sua vida real. Minha prisão não era física, mas era psicológica. Enclausurado em si eu via meu mundo ruir. E o som de Metallica conseguiu trazer algum sentido para tudo isso. Ao mesmo tempo a figura de Freud surgia enigmática e apontando para o meu real interesse na vida: a compreensão. Sim eu não quis estudar Psicologia para ajudar as pessoas. Eu fui em busca de um conhecimento e uma razão para todo a irracionalidade que eu experimentava (e ainda não compreendo) no Universo. A lógica positivista, rasa e objetiva, explicava a Ordem, e não o Caos. Ela nunca me satisfez. Havia o Inconsciente, e essa descoberta mudou tudo. Eu e o meu caminho.

Sussurre coisas em meu cérebro
Assegurando-me que eu sou insano
Eles acham que nossas cabeças estão em suas mãos
Mas hábitos violentos geram planos violentos
Mantenha-o amarrado, isto faz bem a ele
Ele está melhorando, você não pode ver?

Nesse época eu vivenciava a descoberta e o choque com a Realidade. Minha geração foi provavelmente a última a experenciar os métodos da educação repressiva. O recalque ainda era o mecanismo predominante. E a adolescência significava para nós o querer romper com as rígidas amarras familiares e ao mesmo tempo o confronto com as estrutura sociais. 

Os bons costumes, a frágil e hipócrita moral burguesa, assim como o fracasso das grandes instituições sociais como a Religião, o Estado e a Ciência, levaram a consolidação de uma geração nomeada como "X", por justamente não se enquadrar em nenhum modelo pré-concebido e por isso mesmo ter como principal característica um espírito anarquista e niilista. Vazio de sentidos e ações, mas carregado de angústia e depressão. 

Nesse contexto Kurt Cobain foi o grande catalisador disso tudo. Mas o Heavy Metal surgiu ao mesmo tempo com uma outra visão, um modo agressivo e barulhento de manifestar todo o ódio e incompreensão de uma geração. O Metal canaliza a violência e encontra um lugar simbólico para ela. Não é a toa que psicopatas não ouvem Black Sabbath, mas sim Beethoven. 

Welcome Home foi a canção que uniu a raiva, a incompreensão e a angústia adolescente com um desabafo contundente sobre o sofrimento humano. E isso me levou diretamente à Psicologia (e de cara à Psicanálise) e o que eu entendo de essencial nesse discurso: a busca por uma interpretação e organização do caos psíquico e social. 

4 de fevereiro de 2016

Drugstore Bukowski Recomenda [Música]: A melhor banda de rock alternativo de todos os tempos


Desde que eu assisti e depois li "Alta Fidelidade", pego-me ocasionalmente fazendo listas "mentais" de Top Five qualquer coisa. Acho que nunca publiquei uma delas, assim como não registro e acabo as modificando com o passar do tempo.

Uma que sempre tento fazer, e sempre a modificando, é a de "cinco melhores bandas de rock alternativo de todos os tempos". É algo difícil de se fazer para quem curte o estilo há muito tempo - apesar de que meu gosto cristalizou e estagnou nas bandas dos anos 90. E nessa lista algumas sempre surgem por eu acreditar serem referência obrigatória do estilo: Pixies, Yo La Tengo, Sonic Youth, Black Rebel Motorcycle Club, Superchunk, etc. Raramente eu lembro do Nada Surf.

Não relacioná-la nas cinco melhores do estilo não significa diminui-la de seu real papel e importância no cenário underground, pelo contrário, pois o rock alternativo teve seu ápice no final dos anos 90, época marcada por uma explosão quase infinta de boas bandas e uma variedade de estilos nunca vistos anteriormente: grunge, alternative, indie, garage rock, post-rock, shoegaze, etc, só para ficar em alguns sub-gêneros.



Nunca procurei ouvir música apenas pelo caráter técnico ou relevância histórica que determinada banda possa ter, mas sempre pelo feeling, pelo prazer auditivo e por diversas nuances e características sonoras que o som da banda possa apresentar.

O Nada Surf foi daquelas bandas que já na primeira audição me pegou. Primeiramente pelas belas melodias: o vocal suave e extremamente afinado de Matthew Caws, os arranjos simples mas poderosos das guitarras, e a bateria enérgica e muito compassada, além de, lógico, ótimas canções. 

Eu devo ter conhecido o som da banda provavelmente a partir de Inside of Love, talvez a mais bela balada do rock alternativo. Quando baixei o álbum Let Go (2002), fui surpreendido por uma avalanche de ótimas músicas em uma sequência formidável. Esse álbum tem um forte apelo pop, músicas assobiáveis, melodias fáceis, e ao mesmo tempo canções fortes e poderosas. Eu logo me questionei como esses caras não chegaram ao mainstream e se tornaram sucesso comercial com o tipo de som que faziam? 

Uma rápida pesquisada na net e descobri que logo após sucesso meteórico do primeiro hit Popular, em 1996, a banda fora sondada por várias gravadoras e chegou a quase assinar com uma major, porém devido as diversas exigências comerciais e que iriam interferir na originalidade e composição da banda, mandaram a gravador à merda! Típica atitude underground do rock alternativo da época, que não tinha nada de esnobação ou afetação, pelo contrário, queriam preservar a originalidade da banda e garantir a qualidade (o que posteriormente conseguiram de forma esplêndida). Basta lembrar o que aconteceu com o Nirvana quando, mesmo sem quererem, acabaram se tornando uma banda  do circuito comercial.

Ou seja, a banda cagou para o mainstream e como consequência acabaram condenados quase ao ostracismo, se não fosse a legião de fãs que conquistaram no decorrer da carreira e, justamente, fãs do alternativo, que odeiam quando sua banda favorita vira mainstream (p. ex., quando uma música de sua banda favorita acaba tocando na trilha sonora de Crepúsculo!).

Ai já começou uma admiração pelas próprias atitudes da banda, sempre preocupados com o seu som, sem se afetar com imagem, comercialização, boas críticas ou não de revistas especializadas. e o que conseguiram foi uma discografia impecável, aliás, poucas bandas conseguiram até hoje manter praticamente a mesma qualidade e excelência em todos os álbuns.

Eis que hoje eu assisto o clip da primeira música do próximo álbum deles, You Know Who You Are, a ser lançado em 04 de março deste ano, e constato a mesma sensação dos álbuns anteriores: lá vem um álbum foda!

Não poderia deixar de citar também que Nada Surf é hoje a banda favorita de eu e minha esposa, no caso, a banda do casal, pois foi embalado ao som deles que começamos a namorar, tendo escolhido Always Love como tema do filme do nosso casamento, assim como dançamos Are You Lightning? no que seria a valsa da festa. 

Enfim, uma banda que marcou diversas épocas da minha vida e agora um relacionamento para uma vida toda, e sendo assim, só poderia ser a melhor banda de rock alternativo de todos os tempos!